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Title: Células-tronco embrionaria


Makbro - April 5, 2008 08:38 AM (GMT)
A esperança celular


Um dos pontos fundamentais da teoria lingüística da gramática gerativa, criada e desenvolvida por Noam Chomsky na segunda metade dos anos 1950, pode ser enunciada pela formulação da pergunta: Como, a partir de um conjunto finito e regras, é possível gerar um conjunto infinito de frases em uma língua?

A boa formulação dessa pergunta permitiu que se produzisse uma enorme quantidade de pesquisas, de artigos, de livros em busca da resposta, ou das respostas, ao enigma do funcionamento da linguagem humana, de seus mecanismos de recursividade produtiva e das formas complexas de produção dos significados a partir de sinais físicos em geral totalmente imotivados, em si mesmos, para o que significam.

Pode-se dizer que há, nesse sentido, três tipos de enigmas: aqueles cujo desvendamento e, portanto, dificuldade, está na resposta; aqueles cuja pergunta e cuja resposta é precioso formular ao mesmo tempo, como se a formulação do enigma constituísse o próprio enigma a ser formulado.

Estes, do terceiro tipo, são os mais difíceis, até por que mais abstratos e teóricos na forma, embora mais concretos e práticos na substância. Em geral, é com eles que lida a ciência, seja qual for a área do conhecimento e que se dedica: a boa pergunta obriga a boas respostas e boas respostas obrigam a novas boas perguntas como é o caso do exemplo da teoria lingüística gerativa a que nos referimos.

Da mesma maneira que aos lingüistas intriga o fato de sermos capazes de gerar a linguagem a partir de unidades simples e de regras morfossintáticas de combinações regulares, fascinam os biólogos, desde a fundação da teoria celular, em 1839, pelo fisiologista alemão Theodor Schwann, a capacidade da vida de gerar um organismo adulto completo a partir de apenas uma célula, como observa Antonio Carlos Campos de Carvalho no artigo “Células -tronco – a medicina do futuro” publicado na revista Ciência hoje, vol. 29, nº 172, 2001, PP. 26-31.

A pergunta formulada por Hans Spemann (1869-1941), em 1938, abriu o caminho e criou a obrigação de respostas constantes adequadas a qualidade da indagação cientifica: “o núcleo de uma célula totalmente diferenciada seria capaz de gerar um individuo adulto normal, se transplantado para um ovulo enucleado?”

Os experimentos no mundo com ovelhas, camundongos, bezerros, inclusive no Brasil, mostraram, a partir de 1996, ano da clonagem de Dolly, na Escócia, que a pergunta era correta, que a resposta era boa e que o enigma da vida encontrava uma nova e instigante formulação.

Hoje as pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias, alem das questões controversas que abrem se abrem, do ponto de vista ético e do ponto de vista jurídico-legal contribuindo enormemente para a efabulação intrincada das ficções sociais do mundo em que vivemos, trazem para esse mesmo mundo a esperança de promessas de novas terapias médicas e vão tornando cada vez mais realidade programas de manipulação genética e de bioengenharia.


Em meio à discussão ética, a pesquisa avança em todo o mundo


Há tempos a comunidade cientifica internacional discute o potencial para a medicina, os riscos e os aspectos éticos de estudos envolvendo células-tronco. Os que defendem a necessidade de pesquisas em células-tronco embrionárias garantam que elas podem representar grande esperança para o tratamento de doenças como mal de Parkinson e diabetes. Entre os opositores ao uso de embriões em pesquisas, há os que apontam as células-tronco adultas como uma alternativa viável e eticamente razoável para os mesmos fins. Ambas as vertentes já deram resultados promissores, mas ainda há muito a ser feito para que os testes feitos com cobaias de laboratório possam gerar tratamentos em humanos.

Entre os mais recentes resultados, uma equipe da Universidade de Toronto, do Canadá, liderada por Duncan Stewart, apresentou no ano passado, na sessão Cientifica da American Heart Association, um estudo sobre a restauração da circulação sanguínea em ratos afetados por hipertensão arterial pulmonar, a partir de células-tronco da medula óssea transplantadas para vasos sanguíneos pulmonares.

Nesse mesmo evento, pesquisadores alemães da Universidade de Dusseldorf apresentam os primeiros resultados de transplantes de células-tronco retiradas de medulas ósseas de seres humanos com problemas cardíacos. Essa pesquisa, realizada com 40 pacientes – 20 que se submeteram ao transplante e 20 de um grupo de controle -, indicou que três meses após o tratamento a partir de células-tronco, a fração do sangue bombeado pelo coração dos pacientes passou de 55% para 65%, e o percentual de tecido cardíaco danificado passo em média de 33% para 14%.

“O grupo alemão trabalhou com pacientes que tinham infarto agudo. A fração de ejeção [de sangue] dos pacientes alemães, pelo fato de serem pacientes de infarto agudo, é em geral maior que a de pacientes com infarto crônico”, comenta o pesquisador Antonio Carlos de Carvalho, do Laboratório de Cardiologia Celular e Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Mas isto não diminui de maneira nenhuma a importância dos resultados do grupo alemão. Os resultados obtidos na Alemanha mostram que se podem aplicar terapias ao infarto agudo, e assim, evitar que os pacientes evoluam para o um quadro de insuficiência cardíaca muito comum após o infarto”, acredita.

Outro estudo que também já deu resultados com um grupo restrito de humanos que se submeteram a transplantes foi realizado pela equipe de Jonathan Lakey, da Universidade de Alberta, no Canadá, com pacientes com diabetes do tipo 1. Essa doença é causada pela redução de disponibilidade ou perda de sensibilidade à insulina, hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue e é secretado pelo pâncreas. A partir de células pancreáticas de órgãos doados, os pesquisadores induziram a maturação in vitro de células-tronco de ilhotas, que são as precursoras das células produtoras de insulina. Dos 38 pacientes que se submeteram ao transplantes, após um ano, 33 estavam livres da terapia com insulina.

As aplicações das pesquisas com células-tronco, no entanto, ainda são restritas em relação a seres humanos, e além disso os tratamentos já disponíveis são caros e nem sempre dão resultado positivo. Em novembro de 2003, a Associated Press noticiou a morte de um garoto de quarto anos de idade na Califórnia, nos EUA, uma semana após ele ter recebido o transplante de células-tronco retiradas do cordão umbilical de um recém-nascido. O garoto sofria de síndrome de Sanfilippo, uma doença rara que causa em crianças a perda gradativa da capacidade de falar e andar. Seus pais conseguiram levantar através de doações e do seu seguro de saúde cerca de US$ 1 milhão para financiar as pesquisas no Duke University Medical Center. Os pesquisadores dessa instituição já haviam feito esse mesmo transplante em 11 crianças com síndrome de Sanfilippo nos últimos três anos, e seis delas segundo eles passam bem.

Os pesquisadores, em geral, são cautelosos quanto à previsão de quando os avanços na pesquisa vão poder ser aplicados com segurança em tratamentos de humanos. “Apesar dos grandes avanços atuais, o campo de células-tronco ainda está inicial”, comenta Ping Wu, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. “Nós esperamos que o uso de células-tronco venha a se tornar uma das melhores formas de cura de certas doenças, mas eu penso que ninguém sabe ao certo quando isso pode acontecer”, opina Jong-Hoon Kim, do National Institute of Neurological Disorders and Stroke, também dos Estados Unidos. “Uma coisa que eu posso supor é que alguns cientistas podem usar essa tecnologia em testes clínicos em um futuro próximo”, conclui Kim.

Entre as pesquisas que já haviam dado resultado em anos anteriores, em 2002, Jong-Hoon Kim e sua equipe publicaram o resultado de um estudo no qual geraram uma classe especifica de neurônios a partir da cultura in vitro de células-tronco embrionárias. Os neurônios gerados foram usados para reverter sintomas de mal de Parkinson em ratos. Na ocasião, os pesquisadores defenderam que as células-tronco embrionárias seriam capazes de gerar tipos de células especializadas, que por sua vez, seriam terapeuticamente eficazes em animais.

“Células-tronco de embriões humanos, no entanto, são diferentes de células-tronco embrionárias de ratos no que diz respeito à morfologia, métodos de cultura e o seu comportamento”. Disse Kim à ComCiência por e-mail. ”Além do mais, existem algumas diferenças mesmo entre linhas de células embrionárias humanas, dependendo de sua origem”, acrescentou. “Apesar desses problemas, há vários cientistas que estão trabalhando com células-tronco embrionárias humanas em todo o mundo e eles estão conseguindo muitos resultados positivos para resolvê-los”, afirmou.

Outra equipe do mesmo instituto de pesquisa norte-americano, liderada por Eva Mezey, apresentou em 2003 a hipótese de que alguns tipos de células da medula óssea – que os pesquisadores, supõe, sejam células-tronco – poderiam entrar no cérebro humano e produzir novos neurônios. Essa hipótese foi levantado a partir de um estudo em que os pesquisadores examinaram os tecidos do cérebro retirados na autópsia de quatro pacientes que haviam recebido transplante de medula óssea e sobrevivido por até nove meses. Mezey e seus colaboradores supõem que a irradiação ou algum outro tratamento recebido pelos pacientes pode ter facilitado a entrada das células no cérebro. Os pesquisadores verificaram que nos dois pacientes mais jovens estavam às áreas do cérebro com maior numero de neurônios derivados da medula. Mas eles não conseguiram ainda determinar que fatores de crescimento ou outros sinais induzem as células da medula óssea a entrar no cérebro e produzir neurônios.

Na universidade do Texas, nos Estados Unidos, a equipe de Ping Wu também já havia apresentado em 2002 resultados de experimentos com células-tronco embrionárias isoladas do sistema nervoso central e transplantada em ratos adultos, que apontam a possibilidade de tratamentos futuros para doenças neurodegenerativas. Segundo os pesquisadores, o maior obstáculo, até então, é que a maioria das células-tronco isoladas do sistema nervoso de adultos ou embriões não se diferenciavam em neurônios quando transplantadas em áreas não-neurogênicas do sistema nervoso central de um adulto.

O laboratório de Wu desenvolveu um procedimento in vitro que induzas células-tronco neurais humanas a iniciar sua diferenciação até um certo estagio. “Elas podem transformar-se em tipos específicos de neurônios, de acordo com o local onde são transplantadas”, explica Wu. “Por exemplo, elas se tornam neurônios motores quando transplantadas para a medula espinhal”, completa. Antes de iniciar os testes com humanos, os pesquisadores ainda estudam se os neurônios gerados são capazes de liberar neurotransmissores e se não há formação de tumor a partir das células-tronco embrionárias implantadas nas cobaias.

Outro estudo com células-tronco embrionárias que gerou resultados promissores em 2002 foi realizado pela equipe liderada por Clare Blackbum, da Universidade de Edimbugo, no Reino Unido. Os pesquisadores implantaram um tipo especifico de células-tronco epitelial em ratos com deficiência na produção de globos brancos, o que resultou na recuperação dos níveis das células de defesa desses animais. Essa pesquisa gerou perspectivas para o desenvolvimento de novos tratamentos para problemas no sistema imunológico e melhora nos resultados de transplantes em pacientes com leucemia. Mais ainda é preciso estabelecer se essa célula especifica pode ser encontrada em humanos e ser usada para regenerar a produção de glóbulos brancos.

Na defesa de estudos como esses, os pesquisadores Stuart H. Orkin e Sean J. Morrison, do Howard Hughes Medical Institute, dos Estados Unidos, em 2002, observam que as células tronco coletadas de tecidos de adultos são mais restritas que as embrionárias em seu potencial de desenvolvimento e capacidade de proliferação. Eles apontam como exemplo as células-tronco hematopoiéticas - ligadas à formação e desenvolvimento de células sanguíneas – que formam todo tipo de célula sanguínea in vivo, mas proliferam pouco em cultura in vitro. “Estudo recentes têm levado a possibilidade de que algumas células-tronco adultas podem restaurar células fora do seu tecido de origem. No entanto, esses resultados são controversos e têm se demonstrado em geral de difícil reprodução”, afirmam.

É o que aconteceu, durante um bom tempo, em relação às pesquisas que tentavam diferenciar células do músculo cardíaco em cultura in vitro. Em 1999, Shinji Makino e sua equipe da Universidade de Keio, no Japão, relatam no Jurnal of Clinical Investigation ter conseguido essa diferenciação a partir de células-tronco hematopoiéticas. Antonio de Carvalho, da UFRJ, explica que a capacidade das células-tronco hematopoiéticas e neurais de gerar diversos tipos de células – tecnicamente chamada de pluripotencialidade – permitia supor que essas células, se cultivadas em ambientes adequados, poderiam originar células cardíacas. “Vários laboratórios, inclusive o da UFRJ, tentam desde então, sem sucesso, reproduzir os resultados da equipe de Makino”, conta.

“O sistema hematopoiético, porem, não é a única fonte de células-tronco para os transplantes cardíacos”, emenda. O laboratório da UFRJ, que iniciou em 2000 um projeto de pesquisa com o objetivo de transplantar células-tronco para corações submetidos a infarto experimental, já conseguiu – ao lado de muitos outros laboratórios no mundo – isolar e cultivar por longo período células de medula óssea de ratos, induzindo-as a se diferenciar em células musculares cardíacas. O primeiro relato que descreve a diferenciação de células-tronco da medula óssea em músculos cardíacos, em camundongos infartados, foi publicado na revista Nature em abril de 2001, pela equipe de Donald Orlic, da faculdade de Medicina de Nova York.

Apesar de ser um campo de pesquisa ainda em estagio inicial, como diz Wu, e não ser possível precisar em quanto tempo trará resultados em tratamentos de humanos, como afirma Kim, as pesquisas com células-tronco continuam avançando a cada ano, e cada nova descoberta impulsiona novas investigações em laboratórios de todo o mundo. Independente do avanço da pesquisa, o debate ético continua. E vice versa.


Este foi um tema tirado do depate do Colégio Nobel

Espero que gostem xD

Keffey - April 5, 2008 08:51 AM (GMT)
QUOTE
Células-tronco: o voto dos 11 ministros do Supremo

O julgamento foi adiado porque o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista do processo. Antes dele, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie votaram a favor das pesquisas.

Carlos Ayres Britto (relator do caso)
Voto: Sim

Justificativa: O relator considerou que um embrião, ainda desprovido de personalidade e sem perspectivas de uma gestação em útero materno, não pode ser considerado uma pessoa. Não há desrespeito à vida se não houver um sistema nervoso central, se não houver, de fato, a possibilidade de a célula se tornar um indivíduo. O congelamento dos embriões é um processo degenerativo. Para o ministro, a lei de Biossegurança protege o embrião e o destina a um fim mais nobre através da pesquisa científica. Para ele, a inutilização dos embriões seria um desperdício do poder de celebrar a vida, do direito à saúde e da expressão livre da ciência.

Ellen Gracie (presidente)
Voto: Sim

Justificativa: Apesar do pedido de vistas do caso, a presidente do Supremo Tribunal Federal fez questão de manifestar seu voto. A ministra argumentou que, nas condições estabelecidas para a pesquisa com células-tronco embrionárias, os embriões utilizados não podem ser considerados pessoas. "Não constato vício de inconstitucionalidade. Segundo acredito, o pré-embrião não acolhido no útero não se classifica como pessoa"

Carlos Alberto Menezes Direito
Voto: Adiado

Justificativa: O ministro pediu vistas do processo. Com isso, adiou seu voto e a conclusão do julgamento.

Demais ministros:
Cármen Lúcia
Ricardo Lewandowski
Eros Grau
Joaquim Barbosa
Cezar Peluso
Gilmar Mendes (vice-presidente)
Marco Aurélio Mello
Celso de Mello

Fonte: Época


Ta ai outra polêmica hoje em dia... sou totalmente a favor das pesquisas e tomara que liberem logo isso, adiaram a budega de novo affew, esses ministros tão enrolando demais, joga logo pra um plebicito e pronto, povão decide logo xD

Carbono - April 7, 2008 12:30 AM (GMT)
tambem acho que deveria legalizar a pesquisa
tem muita gente precisando e eles ficam adiando cada vez mais
dexa algum desses ministros tetraplégico que eles legaliza rapidinho xD

Keffey - April 9, 2008 08:52 PM (GMT)
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Experimento transforma células da pele em embrionárias contra Mal de Parkinson

Células da pele comuns, reprogramadas como células-tronco embrionárias, podem amenizar sintomas do mal de Parkinson em ratos, de acordo com pesquisa divulgada pela publicação científica 'Proceedings of the National Academy of Sciences'. O experimento utilizou células-tronco pluripotentes - as células da pele reprogramadas para atuarem como células-embrionárias, o que torna possível a não utilização de embriões humanos nas pesquisas.

- Essas células podem ter o efeito terapêutico que muitas pessoas atribuem que tenham - afirmou Rudolf Jaenisch, especialista do Instituto Whitehead e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

O Parkison é causado pela destruição de células que produzem dopamina, substância neurotransmissora que tem como função a atividade estimulante do sistema nervoso central. A doença, ainda sem cura, faz com que a pessoa perca habilidades associadas ao movimento e causa um tremor, que progride para a paralisia e a morte.

- Esta é a primeira demonstração que células reprogramadas, integradas ao sistema neural, atuam de forma positiva em doenças neuro degenerativas - disse à Reuters Marius Wernig, pesquisador do MIT.

Fonte: JB Online


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Julgamento de ação contra pesquisa com embriões pode ficar para maio

Um mês depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciar o julgamento da ação contra as pesquisas com células-tronco de embriões humanos, mas interrompê-lo, a data da sua retomada permanece incerta. A expectativa é que só ocorra em maio.
Defensores do uso dos embriões nas pesquisas recomeçam neste sábado o seu lobby, com uma manifestação em volta do prédio do plenário do STF. Também estão previstas caminhada em São Paulo e distribuição de panfletos no Rio de Janeiro.
Até ontem, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, autor do pedido de vista que suspendeu o julgamento, não havia concluído o seu voto. Funcionários do gabinete dele disseram que ele não informaria quando isso ocorrerá. Formalmente o ministro teria de liberar o processo até segunda-feira, quando termina o prazo de 30 dias, previsto no regimento interno do STF, desde a chegada dos autos a seu gabinete.
Esse prazo nem sempre é seguido rigorosamente. Os ministros costumam dizer que o grande volume de trabalho muitas vezes impede o seu cumprimento.
Por: Silvana de Freitas

Fonte: Folha de S.Paulo


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Igreja continua contra utilização de célula-tronco, diz arcebispo

A Igreja vai insistir até o fim em sua oposição às pesquisas com células-tronco embrionárias, apesar da crescente campanha pela sua aprovação. "Defendemos a vida desde o momento da fecundação até o seu término e esperamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proíba pesquisas que atentam contra isso", disse o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

Reunidos na 46ª Assembléia Geral de Itaici da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), no município de Indaiatuba, interior de São Paulo, os bispos divulgarão até sexta-feira (11), uma declaração oficial em defesa da vida com seus argumentos e explicações contra as pesquisas com células embrionárias. "Não somos contra o avanço da ciência, mas defendemos o ser humano em todas as fases de sua existência", insistiu d. Walmor.

Mais duas declarações serão divulgadas pela CNBB em Itaici: uma em defesa das florestas e da população da Amazônia e outra sobre as próximas eleições municipais. "Como brasileiros, pregamos a preservação da Amazônia e condenamos toda ameaça à vida de seus habitantes", observou o arcebispo de Belo Horizonte em nome da Assembléia Geral.

D. Walmor é um dos quatro delegados eleitos pelo plenário para participar do Sínodo dos Bispos, uma reunião com representantes do mundo inteiro que vai debater em outubro o tema A Palavra de Deus, em Roma, na Itália. Os outros delegados brasileiros serão d. Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana e presidente da CNBB, d. Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto, d. Eugene Lambert Adrian Rixen, bispo de Goiás. Esses nomes ainda não foram anunciados oficialmente, porque dependem de confirmação do papa.

Fonte: Estadão Online


Notícias tiradas do site Ambiente em Foco

Palhaçada esses ministros ein... libera ou proibe logo agora enrolar é o que não pode. E acho que a igreja ta sendo cabeça dura demais ainda, deixa esse bispo paraplégico que ele vai ficar a favor rapidin heauhueauea zuera é capaz dele dizer que Deus quis assim ._.

Carbono - April 10, 2008 07:48 PM (GMT)
eh bacana ver que eles tão encontrando outros meios
pra se consegui as celulas tronco
se eles proibirem pelo menos ainda tem outras saidas
mesmo sendo mais dificil




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